“Um artista redescobre
no exílio a imagem do Cristo dos oprimidos” (Regis A. D. Gonçalves)
“O exílio é sempre uma
tragédia pessoal ; algo tão distante da experiência da maioria das pessoas
que pode ser difícil de entender. Mas no século vinte o exílio é também,
muito frequentemente, parte de uma tragédia nacional”, escreveu John Berger
no catálogo de uma exposição, “Artistas no Exílio”, realizada em 1977 em
Boston.
Expunham ali, sob o
patrocínio da Boston Visual Artists Union, artistas latino-americanos, em
sua maioria exilados na Europa. Entre eles um brasileiro, Guido Rocha, cuja
história ilustra com exatidão o texto de apresentação das obras expostas,
quando ele diz: “viver e trabalhar no exílio é viver e trabalhar na memória,
é concentrar a memória com determinação. E isto é verdade tanto política
quanto imaginativamente”...